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Digitalização do rádio AM tem impasses, diz diretora da ABERT

A mudança tecnológica mais aguardada no rádio brasileiro, a digitalização, ainda está longe de se tornar concreta, segundo informações da diretora de tecnologia da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (ABERT), Monique Cruvinel.

“Existem alguns impasses que não estamos conseguindo superar, especialmente a indústria de receptores. Precisamos ter a integração dos receptores nos rádios para termos uma recepção do sinal digital”, explicou a diretora.

Para as discussões e providências necessárias à digitalização, um grupo de técnicos foi formado no Ministério das Comunicações. “As discussões tem sido lentas, estão atrasadas”, disse Monique. Além de fatores técnicos, a digitalização está encontrando barreiras em questões econômicas.

O que não se sabia é que a migração do rádio AM para a freqüência FM viria antes. Nos próximos dias, o Ministério das Comunicações publicará um decreto autorizando a mudança, que será opcional às emissoras.

Perguntada se não seria mais adequado às emissoras AM a migração para a FM juntamente com a digitalização, Monique esclarece que o Ministério buscou agilizar a migração enquanto o outro processo ainda depende de soluções mais complexas.

“Seria mais fácil, mas, infelizmente, não é só a questão técnica que tem que ser vista. É preciso observar os modelos jurídicos, o que está atrasando o processo”, afirmou a diretora da ABERT. “A migração é algo de curto prazo, mas os dois assuntos estão ligados porque representam o futuro do rádio”, finaliza.

Kleiton Costa, com informações de Jorge Biancchi.

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