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Justiniano afirma não estar convencido com PEC que amplia negros nas Assembleias

O vereador e presidente da Casa Legislativa de Feira Santana, Justiniano França, é contra a emenda constitucional (PEC) de autoria do deputado federal Luiz Alberto (PT-BA), que amplia o numero de negros nas assembleias legislativas. Segundo ele não é uma lei que vai fazer esse numero aumentar.

Para o presidente o que falta para este grupo é oportunidade de expor suas ideias para a população para que assim possa conquistar o voto. O presidente acredita que “a partir do momento em que a população vota em um candidato, isso independe de raça ou poder econômico, porque é uma escolha pessoal de cada cidadão”. Justiniano completa, “eu não estou convencido que é a melhor forma de implantar cota no poder legislativo”.

Mesmo com as políticas publicas que apoiam a inserção do negro nas universidades, para uma melhor absolvição do mercado de trabalho, uma pesquisa desenvolvida pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aponta que em Salvador, a remuneração dos negros significa apenas 60,9% do rendimento dos trabalhadores não negros, mesmo que ambos ocupem a mesma função.

Sobre o assunto, o presidente da casa legislativa feirense explica que é as cotas continuam sendo necessárias para o serviço público federal. Em Feira de Santana há uma lei válida para concursos, que estipula cota de 20% para afrodescendentes e indígenas e 30% para pessoas que estudaram em escola pública, “através da educação os negros mostram que têm competência, afirmando isso no seu dia a dia, não é justo essa distinção de salários”, salienta Justiniano França.

Redação De Olho na Cidade

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