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Camelôs: A solução é o diálogo, para evitar usar a força, diz líder de governo

A realocação do centro comercial de Feira de Santana é um dos assuntos mais discutidos na mídia no momento. O assunto tem provocando opiniões divergentes entre camelôs e autoridades.
 
Desde 2011 há um projeto do governo municipal da época de transformar o calçadão da Sales Barbosa em um Shopping a céu aberto. No começo do mandado do atual prefeito José Ronaldo de Carvalho, o secretário do trabalho, turismo e desenvolvimento econômico, Antonio Carlos Borges Junior afirmou que alguns ajustes seriam feitos para esse projeto se adequar com as mudanças propostas pelo Pacto da Feira, projeto que propõe reorganizar o centro, para uma melhor mobilidade urbana.
 
O vereador e líder de governo Carlito do Peixe (DEM) explica que esse processo vem sendo feito de forma lenta, pois quando é encontrado um local para a relocação, os camelôs não concordam, acreditando que os clientes não irão acompanhar e assim ter prejuízos econômicos. 
 
Já o vereador Alberto Nery (PT) acredita que essa mudança deve ser feita, porém da maneira correta, conversando com os comerciantes da área, “primeiro notificando e informado das medidas que serão tomadas, para depois vim um reordenamento” ele acrescenta ainda, que um shopping a céu aberto na Sales Barbosa não seria ideal, “a minha proposta é devolver ao povo o calçadão e relocar aquele pessoal para outro local”, salienta o vereador petista.
 
Segundo Nery os administradores da cidade deixaram o centro comercial crescer de forma desordenada “e depois querem tomar medidas drásticas do dia para noite”.
 
O líder de governo explica que a solução é dialogar, “para evitar usar de força, para depois não vim às críticas”. Reuniões estão sendo realizadas com a Associação, Feirense dos Vendedores Ambulantes (AFEVA), Sindicatos dos Camelôs de Feira de Santana (SINDICAME) e o secretario Borges Junior.
 
Um camelô do calçadão da Sales Barbosa, não quis se identificar, mas informou que defende a organização do local, “deve colocar as mercadorias para dentro das barracas, pois muitos colegas colocam manequins nas calçadas, impedindo a passagem dos pedestres e assim acaba espantando os clientes”, diz o camelô. 
 
Redação De Olho na Cidade
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