Programa De Olho na Cidade

Movimentação financeira impulsiona o mercado de crack

Desafios para o Poder Público e para a sociedade, a venda e o uso do crack encontram impulso diante da grande procura e da movimentação financeira que envolve o mundo das drogas.

Em Feira de Santana, essa realidade é constatada por especialistas que atuam no tratamento de dependentes químicos e pela Polícia Civil. “O mercado de droga está aquecido e o crack é o que mais vicia. Há uma movimentação de milhões de reais no mercado da droga”, disse o delegado Matheus Souza, titular da Delegacia de Repressão a Tóxicos e Entorpecentes (DTE).

Em diversas operações realizadas no período de janeiro a outubro de 2013, em Feira de Santana, a DTE já apreendeu 3 toneladas e meia de drogas, quantidade com valor estimado entre R$ 10 a 15 milhões. O volume de drogas é cinco vezes maior em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na opinião de Rosângela Sampaio, terapeuta ocupacional do CAPS AD, o crescimento no uso do crack é motivado, entre outros fatores, pelas condições sociais da maioria dos usuários, já que a droga tem um baixo custo. “Há um mercado fértil de miséria e a droga tira a fome momentaneamente”, disse.

Os efeitos da droga atingem não só os consumidores e familiares, diz a terapeta. “Há um prejuízo social muito grande. São pessoas que deixam de produzir e custam muito ao sistema de saúde”, explica Rosângela.

O Brasil, segundo dados da Universidade Federal de São Paulo, é o maior mercado consumidor de cocaína e crack no mundo, o que já é tratado por muitos como uma epidemia.  

O pastor Alberto Bispo, da Comunidade Terapêutica Nova Vida, considera que a proliferação do crack é resultado da omissão do Poder Público. “As leis demoraram de observar de que forma os dependentes se comportam. É uma questão social e o país demorou de encarar isso”.

O tema foi debatido em uma audição especial do Programa De Olho na Cidade nesta sexta-feira (29), pela Rádio Sociedade de Feira.

Kleiton Costa

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