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CPI vê comprovada relação de advogado amigo de Barros com garantidora da Covaxin

Em depoimento à CPI da Covid nesta terça-feira (14), o advogado e empresário Marcos Tolentino recorreu ao direito ao silêncio diante dos questionamentos sobre sua relação com o FIB Bank e com empresas vinculadas à garantidora.
 
O FIB Bank foi a empresa que deu a garantia para o negócio envolvendo a vacina indiana Covaxin.
 
Tolentino, no entanto, reconheceu que possui vários negócios em comum com o grupo, que ele alega serem frutos de participações em sociedades que ele manteve no passado.
 
O empresário é amigo pessoal de Ricardo Barros, como o próprio deputado havia afirmado em seu depoimento à comissão. Barros se tornou investigado formal do colegiado.
 
"Eu queria só dizer também, para agravar ainda a circunstância, que essa empresa também está localizada no mesmo endereço da MB Guassu, que é o endereço onde as outras empresas, quase todas, estão localizadas, o que evidencia uma cumplicidade muito grande e sócios ocultos, que é o que está se tentando obscurecer nesta investigação e nesta Comissão Parlamentar de Inquérito", afirmou o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL).
 
"Não existe, no direito brasileiro, uma procuração com poderes irreversíveis para vender e comprar e sem dar prestação de contas. Há cartórios no Brasil que não aceitam esse tipo de procuração, porque isso caracteriza e crava, de acordo com a jurisprudência, que a pessoa passa a ser proprietária. Então, a partir do momento em que a Pico do Juazeiro entregou para ele uma procuração com poderes absolutos, irreversíveis, sem precisar prestação de contas, ele está dizendo o seguinte: 'Toma, que o filho é seu'. A Pico simplesmente, que é sócia do FIB Bank, deu para Tolentino a propriedade, a sociedade do FIB Bank", afirmou a senadora Simone Tebet (MDB-MS).
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