Programa De Olho na Cidade

Ex-ministro da Saúde avalia situação da pandemia no Brasil e afirma desejo em visitar Feira de Santana

Luiz Henrique Mandetta é médico ortopedista, filiado ao novo partido União Brasil, foi secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul e deputado federal pelo estado por dois mandatos. Mandetta deve a missão de ser o primeiro ministro da Saúde no governo de Jair Bolsonaro (sem partido) a enfrentar a pandemia do novo coronavírus.

Em entrevista ao programa Jornal do Meio Dia, da rádio Princesa FM e comandado por Jorge Biancchi, o médico avaliou a atual situação do Brasil em relação a pandemia da Covid-19. Segundo ele, desde o inicio da pandemia foi deixado muito claro a importância de se evitar ao máximo a contaminação até que tivéssemos uma vacina eficaz contra a doença.

“Eu vejo que a ciência como um pilar de decisão e ela está provando que é o melhor caminho, desde daquela época a gente dizia que vírus sempre foi combatido com vacina, nós tínhamos muitas doenças no século XX que nós só conseguimos combater com vacinação, então é muito claro, eu já dizia naquela época para evitar ao máximo a contaminação para que assim que tivesse a vacina a gente entrasse comprando, porque o nosso SUS é muito forte, muito bom e muito competente para aplicar essas vacinas.” Afirmou.

O ex-ministro criticou a demora do governo em conseguir as vacinas e reafirmou que não há medicamento eficaz contra a Covid-19, assunto que ainda é muito debatido no Brasil.

“Não há nenhum remédio eficaz para essa doença, a gente foi entendendo melhor o tratamento ao longo do tempo, apesar de ainda existir limitações. Agora que o Brasil está conseguindo vacinar melhor, a gente atrasou demais, bobearam de não ter conseguido as vacinas no momento certo, se não a gente já estaria com essa situação que a gente tá hoje em março e abril e aquela segunda onda não teria levado tantas vidas como levou. Nós estamos agora no mês de outubro chegando a 50% da população com duas doses, a gente tem que chegar a 85%, então tem que fazer um esforço maior no mês de outubro e novembro, eu acho se a gente fizer o dever de casa entre dezembro e janeiro  vamos chegar no número que a gente quer e voltar gradativamente a retomar aquelas ações que fazem muita falta pra gente.” Disse.

São notáveis os prejuízos que a pandemia trouxe não apenas em relação à crise sanitária, mas também em relação à economia, educação, turismo. Mandetta alerta que agora o Brasil passa uma fase de reconstrução pós-pandemia.

“Agora é cuidar do estrago que ela fez, eu estava vendo alguns números e com a pandemia o número de mamografias diminui muito, infelizmente quando essas mulheres voltarem a fazer o exame vai ter muita gente que no começo tinha um caroço pequeno e agora pode tá um tumor grande que já precisa de radioterapia ou quimioterapia, então agora a gente vai ter essa retomada em todos os setores, na saúde, na educação, no turismo, nas empresas que perderam seus negócios, com os artistas, vamos fazer uma parte que continua desta pandemia, a gente sai um pouco da crise sanitária e a gente tem um Brasil pra reconstruir, porque o vírus não atacou só o individuo, ele atacou a sociedade como um todo.” Salientou.

A variante delta ainda é uma grande preocupação, já que o poder de contaminação dela é muito maior, por isso a necessidade de monitoramento constante e da vacinação para todos os públicos.

“As vacinas estão mostrando que tem eficácia contra a variante, o importante é a gente monitorar sempre, porque esse vírus tá se mostrando capaz de sofrer mutação toda hora e a gente prende o fôlego sempre que tem aumento de casos, porque quanto mais gente tem a doença maior a chance de ele sofrer uma mutação, quando a gente fala sobre vacinar os adolescentes é justamente porque eles seriam o reservatório, quando você vacina todo mundo ela é uma vacina coletiva que diminui as chances desse vírus sofrer mais mutações.”  Pontuou.

Luiz Henrique Mandetta, afirmou o desejo de vim a Feira de Santana e elogiou o prefeito Colbert Martins, que foi seu colega durante o mandato como deputado federal.

“Eu quero ir a Feira para rever os amigos, como Colbert que foi deputado federal comigo e sempre foi muito sério, correto, mas na época da pandemia o primeiro caso de Feira de Santana eu acompanhei passo a passo e me preocupei demais com Feira, tentei mandar o máximo de recurso pra organizar a cidade, conversava muito com o pessoal da saúde. Feira de Santana é uma cidade fundamental e eu quero visitá-la para ver aquelas pessoas que me ligavam com tanta aflição para dar um abraço nelas.” Afirmou.

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