Programa De Olho na Cidade

Especialista explica como a covid ainda está afetando crianças e adolescentes

Com a variante Delta em expansão, a flexibilização das medidas de isolamento e sendo o público ainda excluído da vacinação, as crianças brasileiras estão mais expostas a covid-19 agora, do que no que especialistas consideram ter sido o auge da pandemia, entre março e abril deste ano.

O número de internações de crianças e adolescentes por covid-19 em 2021 já ultrapassa o total de 2020 no Brasil. A médica infectologista Melissa Falcão alerta que cabe aos adultos proteger essa população mais vulnerável para evitar em explosão de casos e internações.

“No Brasil temos liberação de vacinas para crianças acima de 12 anos, a vacina da pfizer já mostrou ser segura para crianças entre 5 e 12 anos, porém ainda não foi autorizada para uso no nosso país, logo as crianças que estão sem vacina devem continuar com alguns cuidados como uso de máscara, lembrando que crianças abaixo de 2 anos não devem usar máscara, apenas acima de 2 anos de idade com orientação dos pais , mantendo sempre a higienização das mãos e evitando aglomerações desnecessárias.” Pontua.

Como é o público ainda excluído da vacinação, o risco das crianças pegarem a covid-19 aumenta, mas segundo a infectologista os casos graves ainda são exceção.

“A vacinação no país está avançando de uma maneira rápida, o que protege os maiores de 18 anos de adquirir o covid, logo o risco das crianças não vacinadas pegarem o covid aumenta, porém há poucos relatos de gravidade em crianças com síndrome inflamatória sistêmica, mas é exceção e isso não deve acontecer com a maioria das nossas crianças.” Afirma.

De acordo com a infectologista, apesar de as crianças terem voltado às aulas, isso não aumenta o risco de contaminação em relação ao risco da convivência em comunidade.

“O retorno às aulas seguindo os protocolos de segurança não aumenta o risco das crianças pegarem covid em relação ao risco da convivência da comunidade, então países que analisaram o número de covid em professores e alunos após o retorno as aulas mostraram que não houve diferença em relação ao período em que essas aulas não estavam acontecendo, logo as aulas com os protocolos são seguras e devem ser adotadas por todos os municípios do país.” Salienta.

Apesar da variante Delta ser uma preocupação, a infectologista não vê a possibilidade de um aumento geral de casos e internações nos mais jovens por Covid, pois conforme cai o total de infectados com a vacinação contra Covid-19, isso também ajuda a diminuir a circulação do vírus no país.

“A variante Delta por ter uma capacidade de transmissão maior do que as outras cepas do vírus tem um maior risco de contaminar as pessoas que já são vacinadas e também aquelas que não são vacinadas, logo o risco de as crianças adquirirem uma infecção pela covid aumenta, mas isso não deve levar ao aumento de internamentos ou de casos graves por covid nas crianças.” Disse.

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