Programa De Olho na Cidade

Chances de cura do câncer de mama é proporcional ao diagnóstico precoce

Obter um diagnóstico precoce de câncer é algo essencial para iniciar um tratamento rapidamente, aumentando as chances de sucesso do tratamento e recuperação da doença.

A realização de exames em si não é capaz de prevenir o aparecimento de um câncer, mas é capaz de identificar um tumor numa fase tão inicial que pode ser encarada como uma medida preventiva, uma vez que reduzem as chances de complicações e de morte pela doença. Porém, a pandemia da covid-19 reduziu drasticamente o número de mulheres que realizaram a mamografia de rotina.

Segundo a especialista em radiologia mamária, Stephanie Lemos, essa redução impactou em diagnósticos de cânceres em estágio muito avançados.

“Já tem um estudo documentado do INCA de que 50% das mulheres deixaram de fazer as mamografias de rotina e isso impactou que esse ano a gente começou a detectar câncer em estágio muito mais avançado, onde às vezes tem que tirar a mama inteira, fazer um tratamento mais prolongado, porque a mulher, infelizmente, não veio fazer a mamografia de rotina. Então esse ano a gente tá fazendo um apelo mesmo pra todas as mulheres que deixaram de fazer as suas mamografias no ano passado pra se lembrar de que esse ano é importante fazer para detecção do câncer de mama.” Pontua.

A melhor forma de garantir o diagnóstico na fase inicial de um câncer é investir nos exames preventivos e de rastreamento.

“Quando o câncer é pequeno ele não apresenta nenhum sintoma e só é detectado na mamografia, por isso a importância de fazer o exame e em estágio muito inicial a gente consegue ter uma chance de cura de mais de 90%, então o nosso objetivo é justamente esse, a gente pegar essas mulheres sem sintomas que vieram pra fazer a mamografia de rotina, sem sentir nada, detectar um câncer pequeno pra gente conseguir tratar essa mulher de forma precoce.” Afirma.

A mamografia é o exame oficial para diagnóstico do câncer de mama. A recomendação de órgãos como o Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de que a mamografia seja feita anualmente a partir dos 40 anos. Essa diretriz é válida para mulheres assintomáticas e que não apresentam histórico familiar da doença ou alterações em exames anteriores. De acordo com a Dra. Stephanie Lemos, pelo SUS a mulher pode estar fazendo a mamografia a partir dos 50 anos.

“A gente tá fazendo pelo SUS, de graça, para mulheres de 50 a 69 anos, ela tem que ter um ano que fez a última mamografia. Não tem que ter sintoma nenhum, a mamografia é um exame que a mulher tem que fazer todo ano, ela faz e às vezes na mamografia se a gente tiver algum achado suspeito deixamos essa mamografia separada, ligamos pra essa mulher, encaminhamos ela pra fazer a biópsia e confirmando o câncer de mama a gente já encaminha ela pro tratamento, mas a gente só pode fazer isso se ela for na unidade fazer a mamografia, então por isso que a gente fala que é importante, porque tem muita mulher que fala que está apalpando a mama, não sente nada e por isso não precisa fazer a mamografia, isso não é verdade.” Explica.

A radiologista alerta que apesar da importância do autoexame realizado pela própria mulher, apalpando os seios, ajudar no conhecimento do próprio corpo, esse exame não substitui o exame clínico das mamas realizado por um profissional de saúde.

“No autoexame a mulher detecta quando tá sentindo alguma alteração na mama, um câncer mais avançado, e a maioria das mulheres não sentem quando o tumor é pequeno, então é importante fazer todo ano a mamografia. Ela deve tirar um mês que ela ache que é mais tranquilo para se conscientizar e ser o mês que ela vai praticar o autocuidado, a campanha do outubro rosa serve pra lembrar a quem não fez o ano inteiro, mas o cuidado com as mamas é todo dia.” Salienta.

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