Programa De Olho na Cidade

Oncologista reforça importância da prevenção e detecção precoce do câncer de mama

A adoção de práticas de saúde e de prevenção, voltadas ao autocuidado com o corpo pelo toque das mamas, incorporação de hábitos saudáveis de vida e a realização de exame de mamografia são ações que ganham força neste Outubro Rosa, mês dedicado à prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

A campanha surgiu na década de 90 e tem uma adesão muito boa, não só no Brasil, mas em todo mundo, justamente pelo fato do câncer mama ser uma doença potencialmente letal, mas quando diagnosticada precocemente tem altas chances de cura.

Frente à expectativa de novos casos da doença no Brasil, a médica oncologista Keilla Bittencourt chama a atenção para ações que ajudam a preservar a saúde da mama, contribuindo para a detecção precoce da doença e reduzindo o risco de adquiri-la.

“A campanha visa esclarecer não só a importância dos exames diagnósticos, como também da mulher estar atenta ao próprio corpo, observando o formato das mamas, se surgiu nódulos se têm inversão de mamilo e procurar ajuda médica de forma precoce diante de alterações.” Disse.

Durante a campanha a importância da mamografia é bastante discutida entre os especialistas, porém a Dra. Keila salienta que também há outros exames que ajudam na detecção do câncer de mama.

“Nós utilizamos como padrão ouro a mamografia, que de uma forma geral é recomendado a partir dos 40 anos e feito anualmente até os 70 anos, mas é importante que a gente individualize os casos, em alguns é preciso antecipar esse exame ou solicitar outros exames complementares que vão trazer mais informações sobre um possível diagnóstico, como ultrassonografias e ressonâncias mamárias, então diante de sinais e sintomas o seu médico pode pedir exames de uma forma mais frequente e outros além da mamografia.” Pontua.

A doença é muito frequente, com cerca de 60 mil novos casos por ano só no Brasil, com a pandemia muitas mulheres retardaram a procura pelo médico e por isso o diagnóstico acontece de forma cada vez mais tardia.

“A pandemia repercutiu muito negativamente no diagnóstico, resultando em diagnósticos tardios e com menores chances de cura, muitas vezes a paciente já aparece com a doença em estágio metastático, porém hoje com a vacinação em massa e uma melhor conscientização da população esses pacientes estão retomando sua rotina de autocuidado, mas durante quase dois anos, nós vimos uma redução bem significativa tanto no número de mamografias quanto também de biópsias mamárias.” Salienta.

A médica deixou uma mensagem de alerta para todas as mulheres que ainda não realizaram seus exames de rotina. “A mensagem principal é de que a conscientização e educação são capazes de salvar vidas, então estejam atentas ao próprio corpo, procurem o médico regularmente, tirem suas dúvidas, realizem seus exames de forma regular, porque diagnosticando precocemente existe uma alta chance de cura.” Afirma.

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