Programa De Olho na Cidade

Como educar os filhos em meio ao corre-corre dos dias atuais

Educar os filhos nos dias de hoje tem sido um grande desafio para os pais. Cada vez mais ocupados em conquistar um bom emprego, ganhar dinheiro e ter uma vida estabilizada que, parar para educar os filhos tem sido hoje praticamente obrigação da escola e das babás. Para Frederico Lima, Psicólogo, autor da palestra “Quem são os pais? Quem são os filhos? E como educar?” esse dilema que os pais encontram com relação à educação dos filhos, nada mais é do que à falta de presença deles na vida dos mesmos, fato que tem se tornado muito comum nos dias de hoje. O tema foi discutido no Colégio Asas.

A palestra é um verdadeiro alerta para essas famílias que acreditam que somente um bom padrão de vida, boa escola é suficiente para se dar uma boa educação as crianças. Entretanto Lima lembra que para se criar um filho é preciso parar um pouco, entrar em contato com a criança, ou seja, participar ativamente da vida dele.

“O mundo atual está extremamente complexo e nos cada vez menos oportunidade de parar. É um mundo que corre, mais também é um mundo que nos convoca cada vez mais a pararmos. Porque se nós não pararmos não sabemos para onde vamos”, ressaltou o Psicólogo.

Para os pais que se encontram hoje nessa situação, que criam seus filhos com babás Frederico ressalta que eles devem ter todo o cuidado com a escolha dessa pessoa que vai estar com a criança. Procurar se informar sobre a pessoa, saber sua história podem servir como medidas preventivas.

A ausência dos pais faz com que muitas vezes prevaleça a educação dada pela babá. Em casos como esse o Frederico aconselha o diálogo entre as duas partes. “Quando você dialoga você aproxima mais as diferentes partes, diminuindo a diferença de perspectiva em relação a essas crianças”, disse o psicólogo.

Outro ponto também discutido foi a respeito da preocupação excessiva atual dos pais com relação à sexualidade dos filhos. Primeiramente Frederico explica que a homossexualidade não é uma doença. De acordo com ele, ninguém opta em ser heterossexual ou homossexual. O que existe é uma construção dessa sexualidade que pode se orientar para uma questão homoafetiva ou uma questão heteroafetiva. A escolha sexual se passa durante a adolescência entre os onze e doze anos. Entretanto vale ressaltar que jogos sexuais da infância, experimentações sexuais não quer dizer necessariamente que o indivíduo se encaminha para uma orientação homossexual.

O Psicólogo sugere que isso deve ser visto de uma forma natural. “Os jogos sexuais entre crianças existem. Muitas vezes ocorre entre crianças do mesmo sexo, mas isso não quer dizer que vão encaminhar para homossexualidade,”pontuou.
 

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